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Aborto

Este texto foi escrito pelos Médicos Pela Escolha, mas, infelizmente, não está na nova versão do site deles. Dado o interesse do mesmo, recuperamos o texto e copiámo-lo aqui. A cópia é ao abrigo da licensa creative commons que regia o site dos MPE.

Abortar significa decidir interromper a gravidez. É importante que considere todas as suas opções, antes de tomar uma decisão. Dependendo do tempo de gravidez poderá recorrer a diferentes métodos que se podem classificar em dois grandes grupos: o aborto cirúrgico e o chamado aborto médico que é feito com o uso de medicamentos:

O aborto médico é um método seguro e eficaz para gravidezes precoces. Geralmente, o aborto médico é preferencialmente utilizado nas primeiras 7 a 9 semanas de gravidez. No aborto médico é utiliza a combinação de dois medicamentos para terminar a gravidez. O primeiro (mifepristona (RU-486): Mifeprex ®/ Mifegyne ®) enfraquece a ligação da placenta ao útero. O segundo (misoprostol: cytotec®) provoca contracções no útero e a hemorragia, expulsando o conteúdo uterino.

Aborto Cirúrgico Aborto Médico
Elevada taxa de sucesso (cerca de 99%) Elevada taxa de sucesso (entre 95%-98%)
São inseridos instrumentos no útero Recorre a medicamentos.
Habitualmente evita o procedimento cirúrgico
Pode ser realizado numa só consulta Exige pelo menos duas a três consultas
O procedimento fica concluído em 5 a 15 minutos Na maioria das mulheres o aborto ocorre nas 24 horas que se seguem à toma do segundo medicamento
Pode ser utilizado precocemente (aspiração por vácuo manual a partir da 3ª semana e a aspiração por vácuo eléctrica a partir das 6/7 semanas) Pode ser utilizado no início da gravidez
Pode utilizar-se anestesia ou sedativos Pode ser utilizada medicação oral para as dores se necessário
O procedimento é realizado numa clínica ou em instalações médicas O processo pode ocorrer em casa
É um profissional de saúde que faz a intervenção A medicação provoca um processo semelhante ao do aborto espontâneo

Em Portugal, o aborto médico é realizado recorrendo apenas ao misoprostol, o que torna este método menos eficaz (64%-94%), este é um método ao qual recorrem as as mulheres sozinhas em casa e também nos hospitais, onde a mifepristona ainda não é correntemente utilizada. No entanto, o Ministério da Saúde já autorizou o seu uso e cada hospital pode já solicitar a sua aquisição. Não está prevista a sua venda nas farmácias nem, para já a sua utilização fora do contexto hospitalar.

Aborto Cirúrgico

Fazer um aborto cirúrgico é uma opção segura e eficaz para terminar uma gravidez. Habitualmente os abortos cirúrgicos praticados nas primeiras 14 semanas de gravidez são realizados recorrendo ao método de aspiração por vácuo. O que significa que a sucção (quer através de uma máquina, quer através de uma bomba manual) é utilizada de forma a retirar a gravidez do útero. Este procedimento é breve, dura entre 5 a 15 minutos. Apesar das experiências das mulheres com o aborto cirúrgico variarem, muitas dizem que é desconfortável mas suportável. A maioria das mulheres retomam as suas actividades diárias no dia seguinte ao aborto.

As suas opções em relação aos cuidados médicos de aborto irão depender do tempo de gravidez. Também tenha que ter em atenção que os cuidados prestados também irão depender dos serviços disponíveis do estabelecimento de saúde escolhido; como tal a melhor fonte de informação será sempre o profissional ou serviço de saúde escolhido/disponível.

Até às 12/14 semanas (Primeiro trimestre)

Dentro das primeiras 12-14 semanas de gravidez os métodos mais frequentes são: a aspiração por vácuo (manual ou eléctrica) ou curretagem.

O que esperar?

Durante a aspiração por vácuo, irá estar deitada numa marquesa de uma clínica ou hospital, tal como se fosse fazer um exame pélvico ou ginecológico de rotina. O profissional de saúde introduz na vagina um instrumento chamado espéculo que irá manter afastadas as paredes da vagina, em seguida administra uma anestesia local no colo do útero. O colo do útero é um canal que constitui a entrada do útero, e que habitualmente está fechado. Em seguida o profissional de saúde começa por dilatar ou abrir o colo com dilatadores, até à medida necessária o que depende da idade gestacional.

Depois do cervix estar dilatado, é inserido no útero um pequeno tubo ligado a um aparelho de aspiração. Pode ser um aparelho eléctrico ou pode ser um dispositivo de sucção manual (uma espécie de seringa) e que através da sucção irá esvaziar o conteúdo uterino (habitualmente a utilização dispositivo de sucção manual é denominada por aspiração por vácuo manual). No total o procedimento demora 5 a 15 minutos. Algumas mulheres durante o procedimento e até uma hora depois podem experienciar dores semelhantes às dores menstruais.

Após o aborto cirúrgico estar completo é normal que permaneça no mínimo 30 minutos numa sala de recobro antes de voltar para casa. Durante este tempo os técnicos de saúde irão assegurar que a sua pressão sanguínea e ritmo cardíaco estão estáveis e que não há nenhuma hemorragia ou desconforto anormal. (Determinados tipos de anestesia, não permitem a condução; será necessário estar acompanhada por alguém que a conduza a casa. Também poderá ter de ficar no recobro mais do que 30 minutos).

Depois do aborto, irá receber cuidados pós-cirúrgicos que deverão incluir um número disponível 24 horas para o qual pode ligar se estiver preocupada com o seu estado de saúde. È muito importante que cumpra as instruções médicas e que tome a medicação prescrita.

Após as 14 semanas (Segundo trimestre)

Depois das 14 semanas os procedimentos são ainda habitualmente realizados em regime de ambulatório, utilizando a dilatação e evacuação. Algumas clínicas podem realizar a aspiração por vácuo até um pouco mais tarde, por isso esta pode continuar a ser uma opção. Apenas um pequeno número dos abortos realizados no segundo trimestre são efectuados com recurso à indução de parto através de medicação, este procedimento denominado por aborto induzido.

O que esperar?

A dilatação e evacuação é semelhante à aspiração por vácuo descrita atrás, mas requer uma maior dilatação do colo do útero. Isto pode ser conseguido utilizando o misoprostol (medicamento) que pode ser tomado oralmente ou vaginalmente umas horas antes do aborto.

Para realizar o aborto, o profissional de saúde utiliza a sucção tal como no aborto de primeiro trimestre e instrumentos complementares para retirar a gravidez e tecidos da gravidez. O procedimento leva entre 10 a 45 minutos. As mulheres podem experienciar diferentes graus de desconforto. Existem várias opções anestésicas disponíveis.

Depois do aborto, é normal que permaneça na clínica ou hospital numa sala de recobro durante aproximadamente 30 minutos antes de regressar a casa. Durante este tempo o pessoal de saúde irá assegurar que a sua pressão sanguínea e ritmo cardíaco estão estáveis e que não há nenhuma hemorragia ou desconforto anormal. (Dependendo do tipo de anestesia, deverão informá-la se pode ou não conduzir; nesse caso será necessário estar acompanhada por alguém que a conduza a casa. Também pode ter de ficar no recobro mais do que 30 minutos).

Após o aborto, irá receber cuidados pós-cirúrgicos que deverão incluir um número disponível 24 horas para o qual pode ligar se estiver preocupada com o seu estado de saúde, assim como estar prevista a marcação de uma consulta de controlo 2 a 4 semanas depois. É muito importante que cumpra as instruções médicas e que tome a medicação prescrita.

Habitualmente o aborto depois das 24 semanas apenas está disponível de forma a preservar a saúde e vida da mulher e em casos de anomalia fetal severa. São muito poucos os serviços de saúde preparados para proporcionar este tipo de cuidados e os procedimentos podem variar.

Relativamente à Anestesia

Existem vários tipos de anestesia que são utilizados no aborto cirúrgico, as mais comuns são a anestesia local e a anestesia geral. O profissional de saúde irá ajudá-la a determinar qual o tipo de anestesia certa para si.

Anestesia Local: A sedação local é feita habitualmente através de uma injecção que adormece uma parte específica ou local do corpo. Neste caso o seu colo do útero, irão adormecer o seu colo do útero. A anestesia local é habitualmente utilizada no aborto cirúrgico.

Sedação consciente (sedação IV, estado de semi-inconsciência): Este medicamento é dado através de uma agulha IV que pode fazer com que se sinta tonta ou "fora de si". A sedação consciente pode também afectar a memória a curto prazo, fazendo com que não tenha qualquer memória do procedimento. Algumas pessoas sofrem alguns efeitos secundários da sedação consciente, incluindo mal estar no estômago ou sensação de embriaguez.

Óxido Nitroso (gás do riso): Óxido Nitroso é um anestésico de curto prazo que é inalado através de uma mascara. Pode provocar sensações de euforia ou sonolência.

Anestesia geral (knocked out ou inconsciência): A anestesia geral é um estado de inconsciência controlado que requer uma monitorização feita por anestesistas treinados. Algumas pessoas sofrem efeitos secundários depois da anestesia geral, incluindo mal estar no estômago ou sensação de embriaguez. A anestesia geral é menos utilizada no 1º trimestre comparativamente com as outras opções anestésicas.

Possíveis complicações do aborto cirúrgico
  • Evacuação incompleta; em alguns casos pode ser necessária uma nova intervenção
  • Hemorragia abundante, normalmente são sintoma de evacuação incompleta.
  • Infecções — que são raras dada a técnica utilizada (aspiração por vácuo) e a protecção antibiótica prescrita.
  • Perfurações e lacerações do útero.

Aborto Médico

Os abortos médicos podem ser realizados muito precocemente, assim que esteja confirmada uma gravidez. É mais eficaz (95%-98%) quando realizado nas primeiras 9 semanas após a última menstruação e dependendo da medicação utilizada. Existem duas combinações de medicamentos possíveis — mifepristona e misoprostol.

A Mifepristona (a pílula abortiva, Mifeprex®, Mifigyne®, ou RU-486) é uma medicação que foi desenvolvida e testada especificamente como agente para a indução de aborto. Foi inicialmente licenciada em França em 1988. Desde então tem sido utilizada com segurança por milhões de mulheres no mundo. A sua utilização foi aprovada em Portugal pelo Infarmed em 2006.

A Mifepristona é tomada sob a forma de comprimido. Ela actua bloqueando a progesterona, que é uma hormona necessária para prosseguir com a gravidez. Sem esta hormona, a gravidez descola-se da parede uterina, o colo do útero relaxa, e podem começar a ter algumas contracções uterinas.

Algum tempo depois de tomar a mifepristona é tomado um segundo medicamento, o misoprostol. Os comprimidos de misoprostol (nome comercial, Cytotec®) que habitualmente se inserem na vagina mas que também podem ser tomados oralmente provocam contracções do útero e consequentemente a expulsão do conteúdo uterino.

O aborto médico envolve 3 etapas

  1. A toma da primeira medicação (mifepristona) é feita na clínica. Não é raro que a hemorragia surja depois da primeira medicação mas o procedimento não está completo.
  2. O seu médico dir-lhe-á como e quando utilizar o misoprostol, habitualmente poucos dias depois. Algumas horas depois de tomar a medicação é provável que comece a ter dores intensas e comece a hemorragia, semelhante a um período menstrual mais intenso. Um analgésico ou uma toalha quente pode ajudar a diminuir as dores. Também pode sentir náuseas, vómitos, diarreia, febre, arrepios ou sentir-se cansada. Habitualmente estes sintomas permanecem por pouco tempo e desaparecem por si só. Se encher mais do que dois pensos por hora em duas horas seguidas deve ligar ao médico ou recorrer à urgência. O seu médico deve dar-lhe um número para informações.
  3. É importante que regresse à clínica para uma consulta de controlo para assegurar que o aborto foi completo. Nesta visita habitualmente o médico faz um exame pélvico ou uma ecografia. No caso de o aborto ser incompleto, o que é raro, poderá precisar de uma dose adicional de misoprostol ou simplesmente esperar mais uma semana ou duas. Contudo se a gravidez prosseguir pode necessitar de um aborto cirúrgico.

Possíveis complicações do aborto médico

  • Hemorragia intensa:Se encharcar mais do que dois pensos por hora, por duas horas consecutivas, nessa altura deve recorrer ao médico pois poderá necessitar de um aborto cirúrgico (aspiração por vácuo ou curretagem) ou de uma transfusão de sangue (apenas em 0,2% das mulheres)
  • Aborto incompleto: Os sintomas podem ser uma hemorragia intensa ou dor abdominal intensa; nesse caso poderá ser necessário o aborto cirúrgico (aspiração por vácuo ou curretagem).
  • Infecção: (0.08%) Febre até 38 a seguir à toma do misoprostol é habitualmente devida ao medicamento. No entanto, se persistir ou for superior a 38, poderá ter de tomar antibióticos e poderá necessitar de ser submetida a aborto cirúrgico (aspiração por vácuo ou curetagem).
  • Gravidez persistente: Caso o teste de gravidez continue positivo 2 a 3 semanas depois ou se uma ecografia 5 dias depois mostrar uma gravidez intacta. Neste caso poderá repetir o aborto médico ou recorrer ao aborto cirúrgico.

Aborto de gravidezes desejadas e planeadas

Por vezes uma gravidez é profundamente desejada. Contudo a saúde da mulher ou uma doença do feto pode levá-la a pôr termo à gravidez. Todas as mulheres que se confrontam com esta decisão merecem receber informação imparcial sobre as opções e as escolhas possíveis.Problemas com a gravidez podem ser:

  • Perigo para a saúde ou vida da mulher: Complicações sérias para a saúde da mulher ou potencialmente letais

  • Desenvolvimento de complicações durante a gravidez
  • Anomalias no feto: Identificação de risco de uma deficiência ou anomalia genética no feto.

As mulheres vivenciam estas complicações e a decisão sobre o aborto de formas distintas. Podem experienciar diversos sentimentos nomeadamente dor, raiva, isolamento, culpabilização, depressão ou desânimo. Todas as mulheres que encaram esta situação estão numa posição singular que merece atenção e respeito pelas suas necessidades emocionais.

Como é que me vou sentir se decidir abortar?

Provavelmente irá sentir várias emoções. A grande maioria das mulheres experiencia um sentimento de alívio, contudo também pode experienciar sentimentos como perda ou tristeza. O indicador mais fiável para saber se a mulher irá ou não ter dificuldades emocionais depois do aborto é a sua estabilidade emocional antes do aborto. A decisão sobre abortar é importante. É importante que a mulher disponha de tempo suficiente para analisar os seus sentimentos sobre a decisão. Algumas das questões assinaladas abaixo poderão ajudá-la a explorar os seus sentimentos.

  • Quem é que está a apoiá-la nesta escolha e quem é que se opõe aos seus planos? Como é que a opinião deles a afecta?
  • Quais são os seus objectivos para o futuro e em que medida abortar iria alterar ou influenciar esses objectivos?
  • Quais sãos as suas crenças pessoais acerca do aborto?
  • O que é que significaria para si prosseguir com a gravidez e tornar-se mãe ou tratar do processo de adopção?
  • Como é acha que se irá sentir um mês, um ano, cinco anos depois de tomar a decisão?

Habitualmente as mulheres que experienciam algumas dificuldades após o aborto, fazem-no por uma razão específica, por exemplo, devido aos obstáculos encontrados para conseguir os cuidados médicos necessários para abortar, ou sentem-se sozinhas num momento em que têm de tomar uma decisão importante, ou estão num ambiente que não apoia e estigmatiza a opção pelo aborto.

Algumas mulheres sentem alguma dor apesar de saberem que tomaram a decisão certa. Não existe uma boa ou má forma de sofrer ou de sentir. Os sentimentos são reais e como tal deve permitir-se a si mesma senti-los. No caso de sentir dificuldades em lidar com a situação ou outras situações da vida e os sentimentos negativos persistirem deverá procurar apoio psicológico.

Cuidados posteriores e seguimento

Depois do aborto irá receber informação sobre os cuidados a ter. É muito importante que siga estas instruções e tome a medicação que foi prescrita pelo médico. De forma a reduzir o risco de infecção após o aborto, em especial no cirúrgico, poderá ser aconselhada a evitar:

  • Ter relações sexuais vaginais
  • Usar tampões (em alternativa utilizar pensos)
  • Tomar banhos de imersão
  • Nadar

Deverá ter um número de contacto permanente para onde poderá ligar caso tenha alguma questão ou preocupação sobre o seu estado de saúde.

Caso desenvolva qualquer um destes sintomas poderá ter de recorrer a um profissional de saúde, clínica ou hospital:

  • Dores muito intensas
  • Calafrios ou febre
  • Se a hemorragia for mais intensa do que o seu dia de período menstrual mais intenso ou se encharcar mais do que dois pensos por hora, por duas horas consecutivas.
  • Odor vaginal anormal e desagradável
  • Se os sintomas de gravidez continuarem

O profissional de saúde deverá agendar ou encaminhar para uma consulta de controlo a realizar dentro de 2 semanas após o aborto médico; no caso do aborto cirúrgico será aconselhável realizar uma consulta após 2 a 4 semanas de forma a confirmar que não existe nenhuma complicação. No caso do aborto médico o médico deve confirmar se o aborto foi completo (isto é se o produto da gravidez foi totalmente expulso). Mesmo que a mulher se sinta bem deverá sempre fazer uma consulta de controlo.

Algumas mulheres podem optar por consultar o seu médico de família. É importante saber se o seu médico apoia a sua decisão, pois pode ser importante que ele tenha conhecimento da intervenção médica.

Contracepção após o aborto

Durante o processo de aconselhamento e depois da intervenção deverá ser discutido consigo o método contraceptivo mais adequado ao seu caso; deverão também explicar-lhe de forma clara como deverá utilizá-lo e os cuidados que deverá ter para assegurar a sua eficácia.

No caso de escolher o preservativo poderá utilizá-lo assim que desejar, não sendo necessária qualquer outra precaução adicional. Caso decida iniciar a contracepção hormonal (pílula, anel vaginal ou adesivo contraceptivo só deverá fazê-lo na menstruação seguinte não se esqueça de usar um preservativo até ela aparecer: a sua fertilidade voltará seguramente antes do próximo período menstrual (evite o uso de métodos altamente falíveis como o coito interrompido ou métodos pouco adequados a esta altura em que a regularidade do ciclo menstrual está perdida como os de abstinência periódica (método das temperaturas, do calendário ou do muco cervical). No caso do DIU (dispositivo intra-uterino) ou do implante irá precisar de consultar com o ginecologista ou com o seu médico de família e que definirá consigo o momento ideal para a sua colocação.

Não se esqueça que é muito importante optar por um método contraceptivo eficaz e adaptado a si; para isso é importante que fale com o seu médico.

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